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Beleza, Dicas, Moda

GUERREIRA DA SEMANA: Karin Cortijo

OI GLAMOUROSAS!!!

Vivaaaa sexta-feira chegou e hoje como havia combinado com vocês teremos a segunda guerreira da semana. Hoje a nossa querida leitora Karin Cortijo topou dividir conosco sua história na luta contra o câncer de colo de útero. A doença é terceira mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.

VEM COMIGO ACOMPANHAR ESSA HISTÓRIA LINDA!


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“Meu nome é Karin Melo de Castro Cortijo, 35 anos, formada em Turismo, encontrei minha verdadeira paixão profissional na hotelaria, mas infelizmente não é possível viver dessa paixão, os salários são muito baixos, e o funcionário é muito explorado.
Aproveitando a onda o Outubro Rosa, mês que todos falam de como detectar e prevenir o câncer de mama, venho contar minha história que não é de mama. Meu câncer foi de colo de útero. Tudo começou quando meu marido percebeu como se fosse um caroço no colo do meu útero, fui ao ginecologista e de imediato ele achou que pudesse ser alguma ferida por conta da curetagem que fiz, quando perdi meu bebê, pois é ainda teve essa.
Na época eu estava de mudança para o interior, onde resolvi deixar para fazer os exames lá. Quando recebi o resultado, o posto de saúde me ligou pedindo para eu retornar ao médico. Achei estranho pois ainda não tinha feito os outros exames ainda, mas retornei. Não consigo descrever a sensação de ouvir o médico objetivo me dizendo que eu estava com câncer e iria me encaminhar para exames mais detalhados.
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Meu chão ruiu, de um jeito, que eu não conseguia fazer outra coisa a não ser chorar, chorar muito. Não conseguia contar nem para meu marido, o que o médico falou. Depois quando tudo se acalmou, expliquei ao coitado o que tinha acontecido. Eu estava prestes a fazer um ensaio sensual, para divulgação da loja de lingerie Pluz Size que estávamos montando, sim porque naquele momento o mais importante era cuidar da minha saúde, em paralelo a isso, estava estudando e fazendo treinos físicos pois queria prestar concurso da polícia Federal. Imagine seus objetivos e metas sendo atingidos por um cometa: O Câncer, é mais ou menos isso que acontece.
A família, e agora? Como contar? Qual a reação deles? Foi difícil para mim contar aos familiares, todos achavam que eu estava fazendo uma brincadeira (quem me dera). Todos só acreditaram quando mostrei o resultado do exame, e o mais difícil de tudo isso,foi na verdade, encarar os olhares, choros, que para mim dizia: Coitada, está com o pé na cova. Tive que buscar dentro de mim, forças que jamais imaginava que tivesse, para ser forte por mim e por eles. Graças a Deus, apesar disso, sempre tive o apoio incondicional deles todos, principalmente de meu marido, Rodrigo Cortijo, que apesar do desespero que sentia, se mantinha calmo, pesquisando como doido sobre o assunto, tratamentos, procedimentos.

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Meu ginecologista, Carlos Majolini, apesar de ter me dado de longe a pior notícia da minha vida, foi um anjo, tentou me acalmar, e no mesmo momento pegou o celular e entrou em contato com o oncologista que era seu amigo e especialista em câncer ginecológico, pedindo a ele que me atendesse antes de todo os trâmites internos do hospital, e de imediato ele aceitou (muito obrigada Carlos e Juliano) e assim foi na sexta-­feira de Páscoa de 2014. Olhou os exames que tinha feito, perguntou se poderia me examinar, e colher biopsia. E assim foi feito. Ali mesmo ele me explicou que poderíamos fazer quimioterapia e depois somente retirar o tumor ou a cirurgia radical, tirando colo, útero, ovários e trompas. Como eu não queria mais ter filhos, decidimos rapidamente pela cirurgia.
Os exames foram feitos e em junho do ano passado,eu operei. Foi super demorado o procedimento, foram retirados vários linfo­nódulos.
De tanto ficar deitada de repouso, a parte de trás do meu cabelo caiu, e ali estava eu calva. Não curti a ideia e pedi para meu marido passar maquina zero, e assim fiquei carequinha. No começo me incomodava com as pessoas me olhando e colocava, lenço, boina, mas depois percebi que era só cabelo, e perto do que estava passando não significava nada pra mim. E saía de casa com a careca exposta, com um belo batom, e brincos.
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Prestes a começar a reposição hormonal, e anciosa por ela, já que meu organismo, por falta dos ovários entrou em menopausa, senti um incômodo e um sangramento estranho pós sexo. Fui ao médico, claro, gato escaldado tem medo de água fria, o Dr Juliano fez exame de toque e saiu uma espécie de coágulo na mão dele. Poderiam ser várias coisas, inclusive a volta do câncer, mas não queria desanimar, me mantive firme até o dia do retorno da biópsia: era ele de novo, quando achei que não conseguiria mais ser forte, tive que ser. Era final de ano, que tinha sido tumultuado, não queria despejar essa notícia sobre meus familiares de novo, e acabar com a festa de Natal, Ano Novo e mantive em segredo até uns dias depois da virada para 2015.
Cirurgia marcada, já sabia quais eram os preparatórios e procedimentos, me internei para cirurgia. No dia seguinte cedo, iríamos tirar o restante. Já no centro cirúrgico, as médicas vendo os resultados dos pré operatórios, ouvi: “ Nossa será que ele vai querer operar? Eu disse pra marcar consulta antes da cirurgia…” Me assustei e pensei, pronto tô morta. Perguntei o que era, e me disseram que minha glicemia estava 300 mas que deveria estar errado. Mediram na hora, e de fato estava 302. Percebi que essa atitude de ter segurado a notícia do retorno do câncer não fez bem pra mim. Logo o Dr Juliano chegou e resolveu operar mesmo assim! Depois de horas no centro cirúrgico, lembro de falar com o Dr Juliano, ele disse que minha bexiga tinha encostado no tumor e que teria que tirar o pedaço que estava comprometido, eu disse que tudo bem e me apagaram de novo. Bem, nessa fiquei com a bexiga um terço menos do que de um adulto.

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Foram quatro longos meses, com sondas, dependendo do Rô para tudo, até tomar banho, me vestir, enfim tudo. Quando resolveram tirar uma das sondas, a da uretra, mas a outra ainda precisaria ficar por um tempo, para ter certeza que fechou e cicatrizou como deveria a bexiga.
Foram 31 sessões de teleterapia (radiação externa na região afetada) e 4 braquioterapia (radiação interna). Sempre me falaram que radioterapia não dava reação alguma, quem disse isso era o maior mentiroso do mundo, claro que não chega aos pés da quimioterapia, mas no meu caso, afetou intestino e bexiga. Gente nunca tive tanta diarreia na minha vida, e a ardência para urinar, que ainda sinto, pois fazem somente duas semanas que acabei o tratamento. A radiação leva em média 3 meses para sair do corpo e abandonar os sintomas. Mas perto do que passei, isso não é nada, incomoda, claro que sim, mas o melhor do tratamento é manter a fé de que estará curada.

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Bom acho que é isso, queria agradecer pela oportunidade de contar minha história (resumida) e deixar uma dica, façam sempre seus periódicos, que eu deixei por um ano e olha o que me aconteceu. Foi um aprendizado, sempre fui imediatista demais, e isso serviu para acalmar meu coração, me transformar em uma pessoa melhor, que apesar de enérgica, um pouco mais calma, a ver a vida com outros olhos. Cabelos crescem, cortes cicatrizam, e suas cicatrizes viram marcas de guerra. Lute sempre, não desista nunca!!!! “

QUE HISTÓRIA EMOCIONANTE, NÃO É MESMO??

Espero que tenham gostado, se quer acompanhar a história da Karin por completo, entre no Blog dela: GG + Mulher

Um big beijo e um excelente final de semana! 🙂