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Beleza, Dicas, Moda

GUERREIRA DA SEMANA: Keila Pascoal

OI GLAMOUROSAS!!!!!!

O mês está acabando e com ele chegamos a nossa última Guerreira da Semana.Foram 3 incríveis depoimentos de mulheres que superaram o câncer, deram a volta por cima e continuam esbanjando alegria.
VEM COMIGO ACOMPANHAR MAIS UMA HISTÓRIA MARCANTE!!!

Meu nome é Keila Shirlene Pascoal, em 2010 eu descobri um nódulo na minha mama.
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Sempre fui uma pessoa muito zelosa com a saúde. Antes de ter qualquer tipo de problema eu já frequentava o mastologista para poder fazer os exames periódicos, a cada a 6 meses fazia uma ultrassonografia, isso já era meu em função de ser bióloga, sempre cuidei muito do meu corpo, me conhecia muito bem e foi isso que me ajudou muito. Em outubro de 2010 em um desses exames periódicos fui ao meu mastologista, fiz a ultra e a mamografia, e tudo estava certo. Porém no mês de novembro eu tinha por hábito 5 dias antes, durante e 5 dias após a minha menstruação fazer o auto exame da mama, todos os dias antes de ir para o trabalho, na hora do banho, Em um desses dias descobri que havia um carocinho bem pequeno, ele parecia até que não existia, que era coisa da minha cabeça. Mas fui apalpando, esperei minha menstruação vir, ela veio e foi embora, porém o caroço ficou ali.
Então voltei ao meu mastologista e ele fez uma nova ultrassonografia. Entretanto fui a uma clínica e eles fizeram o diagnostico errado, falaram que era um coagulo de sangue que eu deveria ter batido a mama em algum lugar.  Voltei ao médico com o exame, e ele me disse que não acreditava ser uma coisa grave, mas coagulo de sangue também não seria. Ele pediu que eu fizesse um novo exame com o Dr.Renan Andrade, aqui em Volta Redonda, pois ele é o melhor em exame de imagens.
No momento eu reclamei que não havia feito com o Dr. Renan, pois ele nunca tinha vaga e tudo mais, então meu médico ligou para ele e me disse que eu poderia ir.
Quando ele foi fazer a ultrassonografia eu olhei para a imagem dele passando sobre a minha mama, aquilo que eu estava tocando e que parecia um grão de feijão, na imagem parecia uma úlcera.
Diante da imagem que estava acostumada a ver das minhas ultras, quando vi aquela mancha já sai dali desesperada, liguei para a minha irmã que é de São José dos Campos, na época todos os meus sobrinhos estavam de férias, pedi para ela vir a Volta Redonda, pois achava que eu estaria com problemas sério na mama, o médico não havia dado detalhes pelo pouco que entendo já me preocupei.
Levei os exames ao médico e quando ele olhou muito triste e cabisbaixo, me disse que não poderia dizer que era um tumor, mas que o Dr. Renan sugeriu que fosse investigado, pois o nódulo estava sugestivo. Foi solicitado uma biopsia e quando foi em janeiro de 2011 fui pegar o resultado, era um carcinoma medular invasivo, ou seja eu tinha um câncer de mama.
Quando ouvi aquilo para foi a coisa mais terrível que já tinha ouvido em toda a minha vida. Meu primeiro pensamento foi de não fazer o tratamento, pois eu me encontrava em um período muito bom da minha vida, tanto profissional como o financeiro e de repente vi meu chão desabar.
Na hora chorei muito, mas com todo o apoio da minha família, eu não podia ficar parada tive que tomar uma atitude logo já diminui o corte de cabelo, planejei o que eu precisaria após a cirurgia, pois precisei retirar a mama toda, esvaziar a axila toda, afinal meu tratamento seria intenso em função do tipo de tumor.
Minha cirurgia foi marcada para o dia 2 de fevereiro e antes dela quis ir a praia, afinal ficaria um bom tempo sem ir até ela. Fui também ao Rio de Janeiro comprar peruca e lenços, me certifiquei de tudo o que eu fosse precisar.
Nessa fase meu cabelo já havia diminuído e tudo o que eu tinha pendente financeiramente resolvi, porque minha mãe na época tinha 65 anos e eu não sabia o que viria pela frente e não poderia deixa lá com problemas que eram meus.

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Tive muito apoio, consegui resolver tudo graças a ajuda da minha irmã Katia que foi meu alicerce uma figura fundamental. No começo fiquei muito revoltada não queria falar sobre o assunto, não gostava de tocar no assunto.
No dia da cirurgia quando o médico abriu ele viu que na verdade não poderia nem mexer, mas em contra partida se ele não mexesse e fechasse, eu não continuaria o tratamento. Ele arriscou e graças a deus deu certo!! As coisas estavam bem piores do que apareceram nas imagens.
Após 15 dias da cirurgia eu já estava fazendo a primeira quimioterapia, quando eu percebi alguns pêlos do meu corpo se soltando, eu mesma fui até um salão e raspei a cabeça. Não queria que ninguém passasse por aquele choque, durante as sessões de quimio não permiti que meus pais me vissem, afinal nenhum pai ficaria bem em ver um filho naquela situação e por conta da idade deles, não gostaria que eles ficassem mal.

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Continuei o tratamento, voltei a trabalhar, sofri descriminação de uma empresa, sai de licença e depois que sai um belo dia senti mau , tive febre e essa febre me jogou no hospital a primeira vez por 40 dias, a segunda por 20 dias, a terceira por 15 dias e nada descobriam.
Na ocasião da retirada da mama coloquei um extensor de pele para depois fazer a reconstrução da mama e já fazer o tratamento junto, mas não deu certo. Tive que retirar, fiquei muito debilitada tudo isso no ano de 2011 e para terminar o tratamento que seria com a radioterapia, tive que ir para São José dos Campos fazer um tratamento na câmera hiperbálica e esse tratamento além de fechar algumas feridas, me ajudou a voltar a andar  a ser independente novamente e a ter a cabeça melhor, pois durante todo o processo eu tinha muitas falhas de memória, trocava o nome das coisas. Isso era muito triste porque fiquei com medo em função do tratamento eu ter uma doença dessas de deterioração de memória cognitiva.

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Cinco anos se passaram e ainda não tive autorização para reconstruir a minha mama, pois minha oncologista Dr. Heloísa Resende acha que isso ainda não é possível para mim. Sigo usando prótese de silicone, aquela que é solta. É ruim? É porque a cada vez que você tem que tirar a roupa você lembra, tem que se olhar no espelho e se lembrar de tudo o que passou que foi muito maior do que esse meu resumo, mas sigo com a minha em frente, não pode parar, até porque eu tinha uma família inteira que me amava na expectativa de que eu ficasse bem e eu simplesmente não poderia ser cruel e covarde de abandonar o barco.
Ainda não pude fazer nenhum tipo de cirurgia reconstrutora, meu sonho é fazer, mas isso ainda não me foi possível!
Hoje olho que meu período de internação que não podia ter contato com nada e vejo que meu sistema imunológico ficou muito abatido, muito debilitado, precisei receber sangue e eu ainda dizia para as médicas que eu não precisava receber nada, que era só elas me darem 24 horas para eu me recuperar um pouco mais. Tinha muito medo de pegar alguma outra doença qualquer ,e no final de 2011 fiz esse tratamento em SJC e isso me tornou uma pessoa com maior autonomia. No final de 2011 eu já estava mais recuperada e me preparei para outras cirurgias que seriam para retirada dos ovários e útero, porque precisava que meu tratamento de não receber hormônio desse certo e com isso minha sobre vida ser 30% de chance de cura que na verdade eu só tinha aquilo. Em fevereiro de 2012 fiz a radioterapia e terminei o tratamento, foram 28 sessões. Por 10 anos continuarei fazendo o uso de tamoxifeno.
Meu tumor de foi de grau 4 e graças a Deus não foi metástase. Sigo a minha vida com esses 30 % de chances que tenho de vida e cada ano que passa ele aumenta mais e tenho alguns pontos que não foram considerados malignos, mas tenho alguns cistos no fígado, pulmão e subclavicular.
Continuo acompanhando tudo isso e vivendo a minha vida normal, muito feliz e esbanjando alegria. Hoje estou afastada pelo INSS, no final de 2012 a empresa que eu trabalhava me pediu para voltar a trabalhar, eu voltei achando que ela tinha uma boa política, mas acabei sendo demitida um ano depois.
Hoje vivo com algumas restrições, o braço ficou debilitado, o lado da cirurgia ficou todo dormente, tive uma menopausa precoce e meu corpo sente como se tivesse uma idade maior, embora eu tenha apenas 38 anos.
Vivo minha vida feliz e quero propagar isso para todas as mulheres, porque o importante não é o exame, e sim se conhecer, o toque. Minha vida foi salva graças a esse toque, ao meu cuidado, a conhecer o meu corpo, por correr atrás de tratamento e não desistir e não ter medo. Outro ponto de extrema importância para mim foi a confiança no meu médico e fechar os meus ouvido para os dizeres das pessoas. O câncer não é fácil, mas nunca é igual para ninguém, nunca se compare!!!

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E ESSE FOI A HISTÓRIA DA KEILA, UMA MULHER FORTE, GUERREIRA E BATALHADORA!
Por isso glamourosas nunca deixem de se cuidar, a prevenção é o melhor remédio!
Espero que com esses 3 depoimentos eu possa ter contribuído com todas de alguma forma, seja com quem está em tratamento ou para aquelas que ainda são resistentes aos cuidados.

Espero que tenham gostado!

Um bigo beijo! 🙂